HOTSPOTS DE EROSÃO MARGINAL NO MÉDIO-BAIXO RIO DOCE: IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE

André Luiz Nascentes Coelho

Resumo


O presente estudo teve como objetivo principal realizar um diagnóstico das mudanças na morfologia fluvial do médio/baixo rio Doce entre os anos de 1977 e 2017, apresentando um panorama das áreas de erosão marginal e da intensidade desses processos na calha do canal principal, analisada através da Estimativa de Densidade Kernel (EDK). Para isso, o trecho desse rio a jusante da usina hidrelétrica de Aimorés, até a foz, foi analisado com base em imagens temporais da série Landsat, no período de vazante, delimitando elementos fluviais de ilhas, erosão marginal, bancos arenosos e corpo d´água; realização de campanhas de campo; divisão do baixo curso em quatro segmentos. Essa análise revelou, neste período de 40 anos, a erosão de 241,9 hectares da calha no trecho de 141,6 km, com uma taxa média de erosão de 1,51 hectares/ano. Constatou-se, também, que as taxas de erosão anuais do rio cresceram do setor montante para jusante durante o período analisado. O emprego dessa técnica com o uso de produtos de sensoriamento remoto contribui para o melhor entendimento da dinâmica dos sistemas fluviais de médio/grande porte servindo de apóio em ações de controle e monitoramento dos processos de erosão marginal, especialmente, daqueles rios desprovidos de análises/levantamentos dessa natureza.

Palavras-chave


Geomorfologia Fluvial. Geotecnologias (SIG). Sensoriamento Remoto. Taxas de erosão. Diagnóstico de Canais Fluviais

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DOI: https://doi.org/10.26694/equador.v9i1.9360

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Revista da Pós-graduação em Geografia, do Centro de Ciências Humanas e Letras da UFPI

 ISSN 2317-3491

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