ACUMULAÇÃO ILIMITADA E A POLÍTICA COMO MERA FORÇA: HANNAH ARENDT SOBRE IMPERIALISMO E CAPITALISMO

Adriano Correia

Resumo


Neste texto busco articular a análise do imperialismo e da emancipação política da burguesia realizada por Hannah Arendt na segunda parte (Imperialismo) de Origens do totalitarismo. Em uma crítica direta à concepção liberal de política, Arendt estabelece um vínculo estreito entre a emancipação política da burguesia, a compreensão da política como dominação e exploração e o processo de acumulação ilimitada de riqueza.


Palavras-chave


Imperialismo, Capitalismo, Acumulação, Hannah Arendt

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Referências


- Doutor em filosofia pela Unicamp (2002), bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq e professor de filosofia da Universidade Federal de Goiás.

- Id., Origens do totalitarismo, p. 168.

- Ibid., p. 175.

- Id., A condição humana, p. 37.

- Ibid., p. 49.

- Id., “Sobre Hannah Arendt”, p. 142.

- Id., Sobre a violência, p. 33. Em “Franz Kafka: uma reavaliação”, p. 101, Arendt assinala que o pesadelo figurado em O processo “representa adequadamente a natureza verdadeira da coisa chamada burocracia – a substituição do governo pela administração e das leis por decretos arbitrários”.

- Id., Origens do totalitarismo, p. 167 e p. 168.

- Ibid., p. 181.

- Ibid., p. 180.

- Ibid., p. 151.

- Ibid., p. 177. Cf. pp. 147 e 179, nota 49.

- Ibid., p. 181.

- Ibid., p. 151.

- Ibid., p. 156 e 157.

- Ibid., p. 156.

- Ibid., p. 153.

- Ibid., p. 179.

- Ibid., p. 153.

- Ibid., p. 168 (grifos meus).

- Ibid..

- Ibid., p. 174. “De acordo com os padrões burgueses, aqueles que são automaticamente destituídos de sorte e não têm sucesso são automaticamente excluídos da competição, que é a essência da vida da sociedade. A boa sorte é identificada com a honra e a má sorte com a vergonha. Transferindo ao Estado os seus direitos políticos, o indivíduo delega-lhe também suas responsabilidades sociais: pede ao Estado que o alivie do ônus de cuidar dos pobres, exatamente como pede proteção contra os criminosos. Não há mais diferença entre mendigo e criminoso – ambos estão fora da sociedade. Os que fracassam perdem a virtude qua a civilização clássica lhes legou; os infelizes já não podem apelar à caridade cristã” (p. 171).

- Ibid..

- “Em regiões atrasadas, sem indústria e sem organização política, onde a violência campeava mais livre que em qualquer país europeu, as chamadas leis do capitalismo tinham permissão de criar novas realidades. O desejo da burguesia de fazer com que o dinheiro gerasse dinheiro como homens geravam homens não passava de um sonho: o dinheiro tinha de percorrer longo caminho desde o investimento na produção; o dinheiro não gerava dinheiro - os homens é que faziam coisas e dinheiro. O segredo do sucesso estava precisamente no fato de terem sido eliminadas as leis econômicas para não barrarem o caminho à cobiça das classes proprietárias. O dinheiro podia, finalmente, gerar dinheiro porque a força, em completo desrespeito às leis - econômicas e éticas-, podia apoderar-se de riquezas. O dinheiro exportado só pôde realizar os desígnios de seus proprietários quando conseguiu estimular e concomitantemente exportar a força. Somente o acúmulo ilimitado de poder [força] podia levar ao acúmulo ilimitado de capital”. Ibid., p. 166.

- Ibid., pp. 167-168 (grifos meus).

- Ibid., pp. 178-179.

- Ibid., p. 164.

- Cf. Id., A condição humana, p. 75ss.

- Id., Origens do totalitarismo, p. 165.




DOI: https://doi.org/10.26694/ca.v2i3.12868

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